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sábado, 22 de abril de 2017

Bibliotecas cheias de fantasmas - Jaques Bonnet

Sinopse: 

Tem medo de morrer durante o sono esmagado pela sua biblioteca? A acumulação de livros coloca a existência da sua família em risco? Arruma os livros por tema, língua, autor, data de edição, ou formato, ou segundo um critério que só você conhece? Poderemos pôr lado a lado na estante dois autores irremediavelmente desavindos? São muitas as questões que envolvem esta espécie em vias de extinção: os bibliófilos que, além da paixão pela posse de livros, têm a obsessão pela leitura. As bibliotecas são seres vivos à imagem da nossa complexidade interior, e compõem um labirinto do qual poderemos não conseguir sair. Na verdade, os milhares de páginas que ocupam as nossas estantes estão povoadas de fantasmas que, uma vez encontrados, nunca nos largarão. 

Um livro de amor aos livros.
Este livro aborda essencialmente o tema da bibliofilia e de todas as consequências que esta traz. Encontra-se dividido em capítulos que abordam temas como as bibliomanias, a arrumação de livros, práticas de leitura ou a forma como o leitor sabe mais sobre as pessoas que encontra nos livros do que sobre as pessoas que os escrevem.

Jaques Bonnet

Jacques Bonnet é um editor e tradutor francês, além de bibliófilo e uma autoridade quando se trata de livros raros. Bonnet é considerado, juntamente com Umberto Eco, José Mindlín ou Alberto Manguel, um dos maiores especialistas em bibliofilia e teoria da leitura.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Caixa de Música de Belanita Abreu e Ricardo Jorge

Saudade, perda, tristeza, alegria. “A descoberta de uma caixa de música leva-nos ao confronto com estados de alma que são comuns a todos os humanos”, conta Ricardo Jorge. Sentimentos distintos personificados por uma boneca bailarina. Por detrás de cada melodia que cresce e preenche o silêncio quando se abre uma caixa de madeira, o arquitecto e ilustrador conta agora a história de uma menina que descobre no sótão, dentro de um baú velho, o que parece ser um guarda-jóias antigo. “A minha ilustração conta uma estória paralela, que acrescentei à inicial, que é a da menina que descobre a caixa”, explica o artista responsável pelos desenhos do livro infantil “A Caixa de Música”, uma pequena história com texto original de Belanita Abreu.
 Exposição na Casa da Cultura em Setúbal até ao dia 30 de Abril das ilustrações originais de Ricardo Jorge, para o livro infantil "Caixa de Música".






quarta-feira, 12 de abril de 2017

A Biblioteca à Noite de Alberto Manguel


Marcador do livro Biblioteca à Noite de Alberto Manguel e editado pela Tinta de China

"Quando comparamos a biblioteca virtual com a tradicional de papel e tinta, temos de ter presentes várias coisas: que a leitura exige frequentemente lentidão, profundidade e contexto; que a nossa tecnologia electrónica ainda é frágil e que, dado que continua em desenvolvimento, nos impede frequentemente de recuperar o que foi outrora guardado em suportes actualmente ultrapassados; que folhear um livro ou percorrer estantes faz intimamente parte do oficio da leitura e não pode ser inteiramente substituo pela deslocação de texto num ecrã, tal como uma viagem não pode ser substituído por relatos de viagens e aparelhos de três dimensões".



 SINOPSE

A partir da sua mítica biblioteca pessoal, Alberto Manguel, um dos mais conceituados bibliófilos do mundo, conta-nos tudo o que sabe sobre a história, o fascínio e os enigmas das bibliotecas. Ao construir a sua biblioteca com mais de 40 mil livros num antigo presbitério em França, Alberto Manguel debateu-se com as mesmas questões de um qualquer bibliotecário caseiro: é melhor dividir por línguas? A ordem alfabética será a mais prática? Os géneros não deviam estar agrupados? 

Mesmo que não existam respostas certas, neste livro Manguel conta pelo menos as melhores histórias. Há bibliotecas públicas com secções como «Esgotos: Obras Seleccionadas», e umas privadas onde, alfabeticamente, os amigos-escritores Borges e Bioy Casares ficam lado a lado. Há bibliotecários corajosos que alteram registos de requisição para salvar livros, e livros corajosos que salvam homens torturados. Há livros perdidos, livros proibidos, livros digitais, livros que ficam numa prateleira demasiado alta e livros imaginados - mas todos eles ocupam um espaço e enchem estantes pelo mundo, tal como preenchem esta Biblioteca à Noite.



Marcador de livros da UNICEF

 Marcador de livros da UNICEF, solicitando ajuda para todas as crianças necessitadas deste planeta, através duma contribuição de todos aqueles que entregam o seu IRS, podendo doar 0,5%. Para saber mais basta ler em baixo o verso do marcadore irá contribuir para um Mundo melhor.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Homens Imprudentemente Poéticos - Valter Hugo Mãe


Dedicatória e autografo do escritor Valter Hugo Mãe, aquando da sua passagem pela livraria A das Artes em Sines.


"Escolhia palavras como se mudasse a realidade segundo o modo de dizer"

SINOPSE

Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.
A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.
Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.

Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar. Uma humaníssima visão do mundo.



Uma luminosa parábola que fica a reverberar muito tempo depois.
José Tolentino Mendonça

As fascinantes personagens deste romance vivem num Japão que é ao mesmo tempo mitológico e íntimo, criado pela imaginação prodigiosa e profundamente poética do autor.
Richard Zimler

Viajei há pouco para o Japão antigo que o Valter Hugo Mãe inventou para o romance Homens Imprudentemente Poéticos e entusiasmei-me deveras. É o mais delicado dos livros do Valter, entretecido com o gesto preciso e paciente de um artesão - aquele que, na definição que está no próprio livro, devolve os materiais à vocação que eles detêm por natureza. Nele o Valter parece um menino a inventar jogos com palavras: uma criança a inventar um Japão falso pelo qual se pode passear e sentir-lhe os cheiros.

Manuel Jorge Marmelo


Ilustrações do livro e capa da autoria de Júlio Dolbeth


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