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terça-feira, 25 de novembro de 2014

TIAGO PATRÍCIO - Mil Novecentos e Setenta e Cinco








Mil Novecentos e Setenta e Cinco


Uma viagem improvável a uma aldeia imaginária do nordeste transmontano no ano de viragem de 1975, representada num romance por várias personagens que tentam recuperar formas de vida que estão a desaparecer, em contraste com um novo mundo que se impõe.

É um romance onde cabe tudo: amores tardios, mortes adiadas, fugas e regressos triunfais, infidelidades descobertas dentro de armários, alfaiates e coveiros desempregados, mulheres que lavam no ribeiro e rapazes que as espreitam, ferroviários, comerciantes e todos os deserdados e perseguidos que tentam subir as escadas dos antigos e novos proprietários. 

Nesta viagem pelas longas paisagens transmontanas, entrecortadas por desvios súbitos e perigosos, tal como as antigas linhas de via estreita da região, o leitor é conduzido pela mão de personagens que insultam e provocam gargalhadas na mesma frase, com um humor contagiante, que varia entre a temperança e a exaltação. 

Leitura imperdível, de um autor vencedor do prémio Agustina Bessa-Luís, na qual se reconhecem as palavras de Miguel Torga: "O universo é o sem muros".





O escritor Tiago Patrício esteve na Livraria A das Artes em Sines no passado dia 04 de Outubro onde apresentou a sua obra numa conversa muito animada para uma audiência atenta e participativa. 

Biografia


Viveu em Trás-os-Montes até aos 19 anos e depois de tentar, sem sucesso, entrar para a faculdade de Medicina, seguiu a tradição da família e foi para a Escola Naval. No entanto, acabou por abandonar a carreira na Marinha para se formar em Farmácia, em 2007 .

Em 2000, começou a trabalhar em teatro, tendo sido um dos fundadores do Grupo Com-Siso. Também escreveu peças para as companhias Teatromosca (Sintra), Estaca Zero e Ponto Teatro (Porto) .

Os seus primeiros poemas e contos foram publicados entre 2007 e 2010, nas colectâneas Jovens Escritores do Clube Português de Artes e Ideias.

Venceu os prémios Daniel Faria e Natércia Freire de poesia. A sua peça Checoslováquia recebeu menção honrosa no prémio António José da Silva. O seu primeiro romance, Trás-os-Montes, que começou a escrever aos 19 anos, ganhou o Prémio Agustina Bessa-Luís em 2011.
Estuda Literatura e Filosofia na Universidade de Lisboa.
Fez residências literárias na Tunísia, Turquia, Lituânia, Letónia, Espanha e Estados Unidos da América.
Alguns dos seus textos estão publicados em França, Egipto, Eslovénia e República Checa.


sábado, 22 de novembro de 2014

URBANO TAVARES RODRIGUES - Ao Contrário das Ondas





Depois de ter levantado o livro Ao Contrário das Ondas na Biblioteca de Sines, Biblioteca que eu frequento com muita assiduidade e prazer, tive a surpresa e alegria de o livro estar autografado pelo autor.

Ao Contrário das Ondas

Livro em torno de dois homens e uma mulher, um retrato irónico e sensual da nossa e actual sociedade.

Em cada uma das quatro partes deste romance, uma personagem se desnuda ou tenta fazê-lo até aos limites do possível, e uma sociedade consumista, hedonista e angustiada vai surgindo em seu redor.
No entanto persiste em algumas dessas personagens, cuja história de vida passou pelas grandes transformações do 25 de Abril, um conflito interior entre ideias e ambições.
Assistimos a separações, novas ligações e frustrações de vária ordem e a conflitos de geração.
Perto do final, uma decisão do governo sobre privatização de justiça vem alterar o comportamento de várias personagens.
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